Arte e mudança social. Tem coisa melhor?

Nós amamos o poder transformador da arte.

Aquela música que consegue transmitir o que estamos sentindo.

Um filme que mexe com a gente e continuamos pensando nele por muito tempo depois de assistir.

Um quadro que com suas formas e cores nos impacta.

A vida sem arte seria muito sem graça!

E se a arte por si só já tem esse poder de nos tocar de um jeito especial, de transformar nossa visão de mundo, nos educar e espalhar uma mensagem importante, ela pode ser ainda mais poderosa quando utilizada como ferramenta de transformação social.

Estivemos no lançamento do clipe “Lovezinho” da maravilhosa Rachel Reis que você pode conferir aqui.

 

O vídeo, dirigido pela Lu Villaça (nosso audiovisual está muito bem representado pelas mulheres!), tem uma atmosfera única e uma fotografia pra lá de envolvente.

Como parte do cenário, estão as obras dos artistas plásticos Íldima Lima, Breno Loeser e Heitor Caetano que celebram as mulheres negras remetendo à sua ancestralidade e potência.

Esses quadros serão leiloados e toda a verba arrecadada será destinada ao Instituto Free Free, para ajudar mulheres em situação de vulnerabilidade.

E tem mais! Tanto o Breno como o Heitor vão dar mais um quadro exclusivo, criado especialmente para quem arrematar as obras maiores que já estão disponíveis no site do leilão.

 

Já a obra da Íldima vai viajar até à Europa para o evento de lançamento do Free Free World por lá. O quadro também será leiloado e o dinheiro arrecadado vai ser utilizado para os nossos projetos sociais aqui no Brasil. Levar uma artista brasileira para além das nossas fronteiras e ter o impacto social aqui é um motivo de muito orgulho para nós!

 

 

O leilão fica disponível até o dia 4 de agosto e alguém vai ter muita sorte de levar esses quadros maravilhosos para casa e ainda ajudar mulheres a terem autonomia e liberdade.

Nesse vídeo a Rachel Reis, Íldima Lima e Lu Villaça falam da parceria com o Free Free.

Fica aqui o convite para participar do leilão, dar um lance ou compartilhar com quem você acha que pode somar a esse movimento de transformação social!


Sobre meninas pretas e amoras

Ei, mulher! Como vão as coisas?


Espero que estejam bem!


Hoje, é o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Sim, nós, pretinhas, temos um dia pra chamar de nosso! Mas infelizmente, ano após ano, nessa data temos muito mais a reivindicar do que a comemorar. Porém, dessa vez, eu não quero falar de dor, quero falar de algo muito maior: o nosso reencontro com nós mesmas.

Hoje, eu vi uma coisa muito bonita e quero compartilhar com vocês, a minha amiga Ione Maria (que por sinal é uma artista incrível) estava na praia, quando uma criança foi até a ela contar que a achava parecida com sua boneca.

 

 

 

Eu, que nasci nos anos 90, e só tive bonecas e referências brancas, me sinto agradecida por esses novos tempos onde a representatividade (mesmo que muito pequena) existe e faz com que as nossas meninas cresçam, conseguindo ter um outro olhar sobre si mesmas. Que, hoje, elas consigam se ver como princesas, como mulheres lindas e inspiradoras que um dia serão. 

Um viva aos vários movimentos históricos que lutaram para que chegássemos até aqui, e pudéssemos ver brilhar mulheres como: Maju Coutinho, Eliane Dias, Samantha Almeida, Djamila Ribeiro, Sueli Carneiro, Mc Soffia e tantas outras, porque, quando olhamos para elas percebemos que sim, é possível chegar em lugares que antes não eram destinados a nós. A esses movimentos, a nossa gratidão!

Que nós continuemos avançando e honrando nossas ancestrais. E que lutemos para que as nossas meninas consigam conhecer cada vez mais cedo, o orgulho de nascer preta. Porque nós fomos, somos e sempre seremos rainhas!

 

 

 

Esse mês tivemos também o dia do rock e adivinha só quem criou esse gênero musical? Sim, uma mulher preta. (2 min)

Esse podcast da Rádio Batuta sobre o universo da música afro-brasileira.

Novas imagens do universo. (1:33 min)

Bora ler?

Amoras (o livro que inspirou o título dessa edição) 

Um livro infantil escrito pelo Emicida. Esse vídeo já diz tudo que poderia ser dito sobre ele. 

"Que a doçura das frutinhas sabor acalanto

Fez a criança sozinha alcançar a conclusão

Papai que bom, porque eu sou pretinha também".

 

Deus há de ser - Elza Soares 

Ai que saudades da maior <3  

Bora ouvir? 

Sueli Carneiro dando a letra para o Mano Brown sobre negritude e resistência. 

Bora assistir? 

Cores e botas: Da diretora Juliana Vicente, é um curta que conta o sonho de uma menina em ser paquita e abre a discussão: por que não tem paquita preta?

 

 

Até a próxima! 

 

 

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Transpor fronteiras 🚀

Oi Freefree, tudo bem por aí?

A Nasa divulgou as primeiras imagens do telescópio James Webb, considerado o maior já construído.

 

Olhar esses pontinhos de luz, sabendo que eles representam uma infinidade de galáxias, em uma faixa que pode ser percebida por nossos instrumentos, me faz pensar o quão pequenas somos.

Não digo isso em um sentido negativo, de diminuir a nossa existência ou sentimentos. Eles existem e são válidos. Toda vez que estou sofrendo por um “drama menor” costumo pensar “qual vai ser a importância disso daqui 100 anos?” e geralmente boa parte da minha angústia diminui. Você pode tentar isso também!

O ponto é que, na escala do universo, mesmo sendo tão pequenas temos uma caminhada tão longa e tão bonita.

Somos responsáveis por tantas revoluções e avanços. Nós criamos música. Criamos arte. Curamos e salvamos vidas. E se isso por si só já não é uma baita justificativa para a beleza da nossa “pequena” existência terrestre, mesmo com todos os seus percalços, eu não sei dizer o que seria.

Na escola eu sempre fui apaixonada por ciências. Adorava as aulas práticas em laboratório, tive meu kit caseiro que era um brinquedo quase obrigatório das crianças dos anos 90, e embora houvesse a recomendação de mexer nele com a supervisão de um adulto, eu fazia todo tipo de mistureba química no quintal, sob o sol. Felizmente sem queimaduras ou explosões!

Mas não segui essas ciências na minha vida profissional, afinal também sou apaixonada por literatura, por ouvir e contar histórias, por cultura (geminiana que chama né). O caminho das humanidades acabou sendo o escolhido.

Lembro também que lá com os meus 14 ou 15 anos fiz um curso gratuito na Escola de Astrofísica, que fica no Parque Ibirapuera em São Paulo. Fiz por curiosidade mesmo e entre muitas opções que eram mais “técnicas”, escolhi a de História da Astronomia. Só tinha eu e mais duas meninas em toda a sala.

 

É lindo, pelo menos eu acho, explorar as fronteiras no universo, resolver mistérios sobre a nossa origem, descobrir o potencial que existe por aí e conhecer coisas que nem sabemos que não sabemos.

Isso está diretamente ligado à evolução da ciência, e portanto da tecnologia, que é a forma instrumentalizada de aplicar a ciência no dia a dia, de convertê-la em bens de consumo ou serviços.

Mas nas últimas quatro décadas a diferença de gênero aumentou nessa área, da tecnologia, com apenas 1 mulher a cada 5 pessoas que trabalham na indústria.

Em escala global, estima-se que em 2021 as mulheres representavam 32,2% da força de trabalho nos postos gerais em empresas de tecnologia e 24% nos cargos técnicos, com uma previsão de chegar a 32,9% nos postos gerais e 25% nos técnicos em 2022.

 

É estranho perceber essa diferença, quando nós, mulheres, estivemos na origem de tudo.

Foi Ada Lovelace que criou o primeiro algoritmo processado por uma máquina.

Na Segunda Guerra Mundial, mulheres foram responsáveis por operar os primeiros computadores já criados.

Hedy Lamarr foi responsável pela base da tecnoloia que deu origem ao Wi-Fi, algo tão comum no nosso dia a dia.

Curiosamente, nos anos 1960 programação e codificação eram quase considerados como “trabalho de mulher”.

E não podemos deixar de citar Annie Easley, cientista da NASA que foi pioneira do ponto de vista de gênero e racial. Aliás, para quem gosta do tema, o filme “Estrelas Além do Tempo”, de 2016, é baseado na história real de três cientistas negras que trabalharam na NASA durante a Guerra Fria e que colaboraram na corrida espacial.

 

Para se interessar por uma área, basta existir o contato, a familiaridade.

Recentemente a Camila Achutti falou em uma entrevista sobre sua relação precoce com computadores por causa do trabalho de seu pai. Disse ainda que aquele equipamento nunca foi algo proibido, pelo contrário, tanto o pai quanto a mãe estimularam a curiosidade da filha. Foi mexendo desde pequena que surgiu seu interesse e ela foi a única mulher da sua turma a se formar em ciências da computação em 2013.

Vale lembrar também que a Camila Achutti participou da primeira edição da revista COLORIDO da Free Free, com nada menos do que... poesia, já quebrando o estereótipo da pessoa tech, racional com dificuldade de expressar sentimentos.

 

 

São essas barreiras que devemos quebrar, de que algumas áreas são mais propensas para mulheres e outras para homens, para aumentar a participação feminina na STEM (sigla em inglês para Science, Technology, Engineering and Mathematics/Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Aquele pensamento de que homens são mais racionais, mulheres mais emotivas, que eles devem ser os provedores e elas responsáveis pelos cuidados do lar, é absolutamente ultrapassado e não condizente com o mundo que temos hoje. Não faz sentido explorarmos as fronteiras do universo e ter barreiras de acesso ou baixa participação de mulheres em carreiras técnicas da tecnologia.

Até porque incorporamos muito rápido os avanços tecnológicos. Podemos citar como exemplo as redes sociais, hoje dominadas até por crianças pequenas. Elas começaram a se popularizar em 2008, apesar de seus protótipos anteriores, e já fazem parte do nosso cotidiano seja para trabalho, consumo ou lazer.

A tecnologia está no dia a dia e todos se beneficiam dela. Porque ela não traz apenas conforto e qualidade de vida. É um propulsor da economia que está desenhando o nosso futuro.

E quando falamos em projetar o futuro, construí-lo... isso não pode ser feito sob o olhar de apenas uma parcela da população. Devemos ter mulheres em todo o processo.

Já que comecei falando da NASA no começo dessa newsletter, vale lembrar da Artemis, a missão que vai levar a primeira mulher à Lua até 2025. Mais do que o marco que isso representa, é uma inspiração para as futuras gerações. E o nome faz todo sentido, já que Ártemis foi a deusa grega da Lua, da natureza, da caça, dos partos, enfim uma mulher multifacetada, como toda mulher.

Que possamos cada vez mais nos jogar em nossos múltiplos interesses e transpor toda e qualquer fronteira.

E ainda falando sobre universo(s), fica aqui o convite para você conhecer a Free Free House no metaverso. Já estamos por lá e as portas estão abertas para todas!

Um beijo!


Em frente

Sabemos que...

Tempos de crise sobrecarregam as mulheres

Mulheres são as primeiras a serem demitidas em uma crise

A divisão do trabalho doméstico ainda é pra lá de desequilibrada

Tá, eu sei que ninguém aguenta mais ouvir a palavra pandemia, mas a revista científica The Lancet publicou recentemente um estudo que demonstra como as mulheres foram as mais afetadas pela crise sanitária em diversos campos, como trabalho não-remunerado, educação, emprego e violência.

Notar que em uma crise, qualquer crise, as mulheres são sempre as mais impactadas reforça a ideia de que ter um olhar de gênero como forma de combater o sexismo estrutural se faz necessário e urgente.

A conquista de direitos deveria ser algo linear, que segue em apenas uma direção. Não deveríamos correr risco de perdê-los após termos conquistado.

 

Mas não é assim.

Em tempos em que as pessoas ainda fazem uma leitura de que o feminismo quer colocar homens e mulheres em posições antagônicas, quando na verdade se busca a equidade para chegarmos à igualdade, parece que nada é garantido.

Direitos das mulheres são direitos humanos essenciais para se chegar à justiça social.

Mas os problemas que há muito já deveriam ter sido superados voltam para nos assombrar. Talvez você esteja acompanhando o podcast “A mulher da casa abandonada” que revela o quão recente é a prática de um dos crimes mais absurdos, o de submeter um outro ser humano em condições análogas à escravidão. E o pior, que é possível sair impune.

Mais preocupante são os dados do Observatório da Erradicação do Trabalho Escravo e do Tráfico de Pessoas, que apontam que mais de 58 mil pessoas foram resgatadas de trabalhos análogos à escravidão de 1995 a 2022.

A professora e historiadora Flávia Biroli fala da importância de “desnaturalizar” a desigualdade e violência, e de como isso gerou uma inacreditável reação na direção contrária. “A agenda da igualdade de gênero foi parte da construção e aprofundamento das democracias em diferentes níveis, na segunda metade do século XX. O sistema internacional de direitos humanos se ampliou e se modificou com as pressões dos movimentos de mulheres e feministas, de modo a dar visibilidade (desnaturalizar) e produzir compromissos para a superação da violência e da desigualdade de gênero. As reações, que se iniciaram nos anos 1990 e se tornariam mais coordenadas a partir da segunda década do século XXI, procuram retroceder as conquistas e, principalmente, colocar em xeque a legitimidade política conquistada para essas agendas e políticas de gênero. Trata-se, como definiu Juan Vaggione, de uma ‘politização reativa’. Ela vai no sentido da retradicionalização dos papéis, da renaturalização das desigualdades e da violência”.

Não podemos aceitar a perda de direitos e da liberdade.

Aceitar que as atividades de cuidado e domésticas sejam associadas apenas à mulher.

Reduzir nosso papel ao da maternidade, quando isso é uma escolha.

Que um feminicídio aconteça a cada 7 horas.

 

"Onde há justiça, há cura"

 

E daqui para frente, todas as questões precisam de um olhar de gênero, pois como disse Sima Bahous, diretora executiva da ONU Mulheres, “as crises interligadas que enfrentamos hoje continuam a agravar os impactos umas das outras como multiplicadores de ameaças. Mas as mulheres são as multiplicadoras de soluções”.

Os problemas existem, ou melhor, persistem, e não podemos abdicar da nossa participação e voz ativa em sua resolução, afinal, somos as mais interessadas.

Construir um mundo mais sustentável, mais justo e mais seguro para todas as próximas gerações é algo que precisamos fazer hoje.

E por isso é tão importante não abrir mão de nenhum direito ou da nossa liberdade.

 

"Por um futuro com igualdade"

 

Em frente e para melhor. Esse é o único caminho!

 


Um assunto difícil que precisa ser falado

A violência, além de cruel por si, é mais perigosa quando passamos a normalizá-la.

Podemos tentar fugir. Restringir os conteúdos que chegam até nós nas redes sociais. Usar filtros que indicam cenas fortes, gatilhos.

Infelizmente nada disso faz com que a violência deixe de existir.

É necessária toda uma articulação para combater os estigmas que seguem presentes em nossa sociedade. E o primeiro passo é falar sobre eles.

Em 2021, 98 crianças e adolescentes de até 13 anos foram estupradas por dia (Fórum de Segurança Pública/Instituto Liberta). Isso representa 35.735 vítimas, nessa faixa etária, no ano. Sendo que em 85% dos casos as vítimas eram meninas e 80% dos estupradores pessoas próximas como pais, padrastos, irmãos, primos, tios...

Ou seja, 98 vidas marcadas por um trauma, que em grau maior ou menor podem ter dificuldades de confiança, passar por um longo processo de (re)construção da autoestima, ou ter problemas com a própria sexualidade no momento em que ela deveria ser algo natural.

 

 

Isso para falar de algumas das consequências psicológicas. Porque existem as físicas também, e a gravidez é uma delas.

Se uma gravidez não planejada na adolescência já tem grandes impactos, que podem ir da evasão escolar à renúncia de oportunidades, quando ela decorre de uma violência não deveria estar em questão a defesa do direito ao aborto.

A lei prevê a interrupção da gravidez em três casos: estupro, risco à vida da mulher e anencefalia do feto.

Passar por um aborto nunca será algo fácil.

Ninguém quer passar por um.

Seja quando ocorre de forma espontânea ou não. E realmente deveria ser a última opção a ser escolhida, quando todas as demais falharam. Mas contar com esse recurso, ainda mais nos casos já previstos em lei, não deveria ser tão burocrático e alvo de julgamento sobre as meninas e mulheres que precisam dele.

O @oadalbertoneto explicou muito bem nesse vídeo sobre uma comparação inadequada que vemos muito nas redes sociais, falando que o abandono paterno é o aborto mais legalizado no Brasil. Não devemos comparar o que é uma escolha da mulher, um direito sobre seu corpo, com a irresponsabilidade de abandonar um filho.

É compreensível o discurso de quem se coloca contra o aborto do ponto de vista ético. Da mesma forma que temos outras escolhas pessoais como a de não comer carne ou não consumir de marcas e empresas que não sigam boas práticas. Você pode ter seus valores e segui-los em sua vida, mas precisamos ter consciência de que as pessoas vivem realidades distintas e têm suas próprias concepções do que é melhor a fazer. Devemos ter liberdade para fazer nossas escolhas em qualquer situação.

Foi Simone de Beauvoir que disse:

 

No caso dos Estados Unidos, com o fim da garantia do direito ao aborto em todo o país, delegando aos estados a decisão de permitir ou não a prática, abre-se um precedente perigoso para qualquer outra lei criada para proteger, incluir ou beneficiar uma determinada população. Não se trata de ser conservador ou progressista. Toda perda de direitos é um regresso. Em 2020, quando a Argentina tornou o aborto legal vimos a comemoração de mulheres na rua, felizes pela conquista política que significava o fim dos procedimentos clandestinos de risco, de mortes de mulheres que poderiam ser evitadas. De forma geral, nos países onde o aborto é legalizado, a tendência é a de que o procedimento tenha queda ao longo dos anos.

 

 

Melhor do que passar horas discutindo se somos a favor ou contra o aborto seria falar da importância da educação sexual como forma de prevenção à violência, à gravidez indesejada e às ISTs. Cobrar a disponibilidade dos métodos contraceptivos, estimular seu uso e não tratá-los como um tabu.

Descriminalizar o aborto para salvar vidas, educar as próximas gerações, combater a violência para que, assim, talvez ninguém mais precise de um aborto. Esse é o caminho.

 

Uma boa semana!