Diálogos difíceis, mas necessários

Quando falamos em ativismo pensamos em ir pra rua, em brigar, escrever textão, em reunir forças e gastar energia pela causa que estamos defendendo.

 

Sim, tudo isso configura ativismo. Mas no nosso caso, como mulheres, a nossa existência por si só já é uma forma de ativismo.

Ser mulher muitas vezes é um ato de resistência.

Não deveria.

Estamos nos 21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, uma data anual que tem o objetivo de mobilizar toda a sociedade pela causa, bem como dar visibilidade à luta pelos direitos das mulheres que, quando suprimidos, não deixam de ser também uma forma de violência.

Originalmente a campanha era chamada de “16 dias de ativismo”, começando em 25 de novembro, no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, e sendo encerrada em 10 de dezembro, no Dia Internacional dos Direitos Humanos.

A data foi criada em 1991 pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL) para denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

A motivação foi o caso das irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, conhecidas como Las Mariposas, assassinadas em 1961 por integrarem a oposição ao regime do ditador Rafael Trujillo, na República Dominicana.

Em 1999 a ONU transformou o dia em uma data internacional. Os “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” ocorrem em mais de 160 países e, no Brasil, desde 2003.

Por aqui também antecipamos a campanha porque em 20 de novembro temos o Dia da Consciência Negra e é fundamental abordar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras, vítimas tanto do racismo quanto do machismo.

De um ano para cá, tivemos alguns avanços como o fato da tipificação da lei sobre violência psicológica, a mais frequente e difícil de comprovar, ter ganhado mais rigor.

Série Maid/Netflix

Também entrou em debate a questão da pobreza menstrual, seus impactos para a saúde física e emocional, bem como a necessidade de se criar políticas públicas para mudar essa realidade.

Porém, os dados da violência continuam preocupantes...

O último anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho deste ano, aponta que tivemos 1.350 feminicídios, um crescimento de 0,7% sendo que em 81,5% dos casos as mulheres foram mortas por companheiros ou ex-companheiros.

Foram 694.131 ligações para registrar violência doméstica pelo 190, um aumento de 16,3%.

Embora com uma queda de 14,1%, tivemos 60.460 casos de estupro, com 86,9% das vítimas do sexo feminino, 60,6% tinham até 13 anos e, em 85,2% dos casos, o criminoso era conhecido da vítima.

Já no relatório “Visível e invisível: a vitimização de mulheres no Brasil - 3ª edição - 2021” temos a constatação de que 1 em cada 4 mulheres foi vítima de algum tipo de violência nos últimos 12 meses, o que representa 17 milhões de mulheres.

No contexto de pandemia, foram 8 mulheres agredidas fisicamente por minuto, com a maior prevalência entre as mulheres negras que foram 28,3% dos casos.

Ainda:

- 37,9% das brasileiras alegam que já sofreram algum tipo de assédio sexual, o que representa 26,5 milhões de mulheres

- 22,3 milhões relatam ter ouvido comentários desrespeitosos na rua e 8,9 milhões no ambiente de trabalho

- 5,5 milhões foram assediadas fisicamente no transporte público

- Das vítimas de violência, 25,1% apontam que não ter independência financeira foi o fator que mais contribuiu para permanecer na situação de vulnerabilidade

Nosso lar não pode ser um lugar perigoso. Não é justo que uma simples viagem de ônibus ou metrô exija atenção extra. Nossa roupa não pode ser entendida como um convite. Tudo isso precisa mudar e por isso essa data, dos 21 dias de ativismo, é tão importante.

A mudança é lenta, infelizmente, mas pode ser constante.

 

E não mudamos a estrutura sem mudar a cultura.

Por isso precisamos ter coragem para ter conversas difíceis, até com pessoas que não concordamos. Precisamos sair da nossa bolha de conforto para realizar um trabalho educativo que é muito importante.

E quando não somos nós as vítimas de violência, de racismo, de machismo, precisamos entender o que configura os nossos privilégios, saber que vivemos dentro de uma cultura de preconceitos e que em alguns casos precisamos rever algumas crenças e valores que foram passados para nós.

Dialogar com quem pensa diferente, com quem tem vivências distintas das nossas é uma forma de exercitar a empatia, de ganhar mais cultura. Ou ainda, de ajudar outros a entenderem questões importantes.

 

Sabemos que os ânimos estão exaltados e que é muito fácil perder a paciência com quem tem uma visão limitada do mundo, mas se você quiser exercer o ativismo no dia a dia, para além das redes sociais, conversar com aquele amigo ou parente e mostrar o que precisa mudar é um bom começo.

Nossa palavra tem força e às vezes nem imaginamos o quanto conseguimos reverberar uma mensagem.

Não tenha medo de se expressar, ainda mais sobre uma causa tão urgente para todas nós.

Liberdade e segurança é um direito de todas!

 

"Lute como uma garota" - Foto: Rochelle Brown/Unsplash

Não deixe o medo te paralisar

Você já deve ter se deparado com aquela frase “Vai. E se der medo, vai com medo mesmo”.

Como sempre, falar sempre é muito mais fácil do que colocar em prática, mas não deixar o medo no comando, em tudo o que nos propomos a fazer, é muito importante.

O pior efeito do medo é justamente o de nos paralisar.

 

O medo nos impede de agir do jeito que gostaríamos. Ou então nos deixa angustiadas porque podemos sentir ao mesmo tempo medo do que pode acontecer ou não acontecer, algo que foi interpretado de forma linda por Lenine e Julieta Venegas:

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá


Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá


O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Em outro trecho da música, aparece a frase:

O medo é a medida da indecisão

E é isso que estamos falando quando dizemos que o medo paralisa.

Porque é difícil evitar sentir medo. É algo que acontece. Sentimos medo, assim como sentimos o vento, como sentimos calor.

Por mais que a gente mentalize que não queremos sentir medo, ele vai acontecer.

Sentimos medo quando estamos em uma situação de perigo. E também quando precisamos tomar uma decisão importante.

 

Porque nem sempre podemos prever quais serão as consequências daquilo que escolhemos. Sempre vai ter uma vozinha interna nos falando “e se eu tivesse feito diferente?".

Precisamos saber que toda escolha vem acompanhada de uma renúncia. Devemos tentar abraçar nossas escolhas, sem pensar no que perdemos com elas.

Talvez, nosso maior medo seja o de se arrepender e fracassar, mas saiba Freefree que na vida, essas duas coisas vão acontecer.

Não há um manual que garanta sempre a melhor tomada de decisões. O que não pode acontecer é vivermos na zona de conforto, onde nada acontece.

É nesse lugar que sentimos medo do amor e de não amar. Que sentimos medo de viver e não viver plenamente.

E nos casos em que realmente escolhemos a pior opção, ou fazemos algo do qual nos arrependemos, precisamos entender que isso é normal. E não saímos sem nada dessa situação, ganhamos um aprendizado para o futuro. Não estamos só perdendo.

A verdade é que realmente perdemos quando deixamos de nos arriscar. Quando não nos permitimos viver algo que pode ser incrível ou ruim, e se for ruim vai somar à nossa bagagem de ensinamentos. Ou seja, estamos ganhando de alguma forma.

Quando falamos em mulheres em cargos de liderança, fica muito visível a importância de não sucumbir ao medo ou à síndrome de impostora. Uma pesquisa feita com mulheres em cargos de chefia, aponta que 43% disseram que o medo de falhar é uma das assombrações para evoluir na carreira.

 

Ainda representamos apenas 36% dos cargos de liderança e não podemos regredir em nossas conquistas.

Precisamos ter a ambição de crescer, de evoluir, mesmo com medo de fracassar.

E também precisamos falar do medo de nos expor.

Quantas vezes você deixou de dar sua opinião por achar que seria julgada? E você já chegou a concordar com algo só porque era a opinião dominante de quem estava com você?

Não podemos fazer ou dizer algo que não concordamos só porque “todo mundo” está fazendo/dizendo.

Temos que ser fiéis e verdadeiras ao que sentimos.

Conexões reais acontecem quando nos mostramos para o mundo. Não tenha medo de se expor, de ser você, de mudar de opinião, de fracassar ou passar vergonha.

Viva tudo isso.

Aproveite o que for bom e aprenda com o que não for.

Não tenha medo.


Você não tem só sentimentos bons

Já vou começar com uma frase de impacto para chamar a sua atenção:

 

Quando citamos luz e sombra, naturalmente estamos falando de uma contraposição, daquilo que é bom, certo, que está explícito com aquilo que é ruim, duvidoso, não recomendado.

E todas nós temos características que podem ser entendidas como luz e como sombra.

Temos qualidades e defeitos. Sabemos que as pessoas são complexas e não podemos dividi-las simplesmente em boas ou ruins. Mocinhos e bandidos, heroínas e megeras, esse tipo de personagem simples que emana apenas uma característica dominante é coisa de contos de fadas, de novelas antigas.

Salvo algumas exceções, todos temos coisas boas e ruins.

E hoje queria falar de um sentimento em particular: a inveja.

 

"Estou aqui, você não" - Unsplash/Artem Beliaikin

É reprovável sentir inveja? Sim.

Existe alguém que nunca sentiu inveja? Difícil...

É possível sentir inveja e ser uma pessoa boa? Sim!

Dá para aceitar que sentimos inveja e trabalhar esse sentimento? Sim, e é isso que todas nós deveríamos estar fazendo.

Quem fala que nunca sentiu inveja de alguma coisa tem um pezinho na hipocrisia. Nós temos desejos e nem sempre podemos realizá-los. Querer algo e não ter, ou não poder ter, causa uma angústia, um mal-estar em algum nível.

Muitas coisas na vida nós podemos dedicar nosso tempo e esforços para conquistar, mas a verdade é que isso não se aplica a tudo.

O que não significa que vamos sofrer para sempre com um vazio que jamais será preenchido. Até porque nossas vontades e desejos são bastante voláteis e mudam de acordo com o momento de vida que estamos, com novas experiências adquiridas ou simplesmente porque nós mesmas mudamos. É normal mudar lembra? Já falamos sobre isso.

Mas se em algum momento, a gente sentiu uma invejinha da grama mais verde do vizinho (seja lá o que for essa grama para você), não tem problema.

Sentir inveja é algo completamente compreensível.

 

Há quem goste de despertar inveja, que se sente importante porque outras pessoas querem copiá-la. Tem gente que tem medo de inveja. Que prefere não expor muito a própria vida, as conquistas ou os planos porque acha que vai atrair uma energia negativa que vai destruir o que ela tem.

Se existisse esse poder de mudar a realidade apenas com o que sentimos, imagina que loucura a vida seria! Isso não acontece Freefree, mas os nossos sentimentos, mesmo os ruins têm sim um grande poder, que é o de transformar quem a gente é.

Entender que sentimos coisas ruins e que isso está perfeitamente dentro da experiência humana é a oportunidade ideal para fazermos uma autoavaliação e virar uma chavinha interna, para nos sentirmos bem.

Porque ninguém gosta de sentir coisas ruins. Queremos felicidade, diversão, leveza. Mas quando esses sentimentos ruins acontecem, tudo bem também. Negar o que sentimos é que não ajuda em nada.

Acaba sendo muito mais fácil encontrar amigos no fracasso do que no sucesso. Afinal ninguém tem inveja do fracasso né? Podemos sofrer com ele, aprender, nos reerguer e até rir dele. Mas ninguém deseja o fracasso alheio.

O que nos impede de sentir uma verdadeira felicidade em relação ao sucesso e conquistas dos outros?

Talvez nosso ego que constantemente chama a atenção para os nossos próprios problemas e dores, que faz com que a gente se compare, que a gente julgue, que a gente procure defeitos em alguém que parece estar vivendo a vida perfeita, afinal não é justo alguém ser premiado com o pacote plenitude completa né? Algum perrengue deveria ter!

A gente não devia querer achar defeito ou diminuir as conquistas dos outros para nos sentirmos melhor em relação a nós mesmas.

 

"sim...eu estava com inveja"

Ainda mais nesse momento que vivemos, da vida atrás das telas, onde parece não importar tanto o que de fato está acontecendo, mas sim aquilo que pode ser ostentado, que vai gerar curtidas, que vai fazer os outros acharem que tá tudo lindo e legal. Aquilo que vai gerar inveja...

 

Aí é que precisamos nos perguntar se estamos vivendo por nós, para criar conexões, para ter experiências significativas, ou se estamos criando imagens, vídeos e conteúdo que fazem com que aquele avatar que usamos nas redes sociais pareça estar pleno e feliz.

 


Admitir que temos medo, que sentimos inveja, que não somos só gratidão, é na verdade uma grande demonstração de força.

Porque assim não estamos fugimos daquilo que nos causa dor, mesmo que essa dor seja causada por nossos próprios sentimentos. Olhar para o que nos incomoda, que nos falta, é uma forma de colocar luz na sombra. Só podemos ressignificar nossos sentimentos ruins admitindo que eles estão lá, não negando que eles existam

E assim como a frase de abertura, queria encerrar essa newsletter com outra frase de luz e sombra, da pesquisadora e professora da Universidade de Houston Brené Brown que tem um dos TED Talks mais assistidos de todos:

 

Suas palestras fazem tanto sucesso justamente por falar sobre abraçar nossas vulnerabilidades e aceitar nossas imperfeições. Outra frase muito boa da professora é uma que diz algo mais ou menos assim: você, eu, nossos filhos, ninguém nasceu para ser perfeito. Somos imperfeitos, feitos para lutar e merecedores de amor e pertencimento.

Mais tempo sentindo coisas boas e a força para transformar seus sentimentos ruins é o que desejo para você (sinceramente, mesmo que a gente não se conheça)!

Um grande beijo!


Responsabilidade afetiva na era do cansaço

Sabe como é né, a gente sempre fala aqui sobre liberdade, sobre se aceitar, se amar. E até lançamos um projeto lindo que é o #EuMeBanco sobre literalmente bancar tudo aquilo que faz você ser quem é, do ponto de vista físico, emocional e financeiro.

Assumir todos esses aspectos da sua vida é a única forma de ser verdadeiramente livre.

Mas...

Estamos vivendo tempos bem difíceis né?

Toda essa loucura do isolamento da pandemia, de ter que ressignificar nossas relações e a forma de viver teve lá o seu impacto. Em todas nós.

Se algumas pessoas não veem a hora de voltar à vida como ela era, para tantas outras, vai ser muito difícil recuperar a convivência quando meio que já acostumamos a lidar só com a gente, ou com as pessoas mais próximas.

 

Existe vida lá fora?

 

Não podemos esquecer que se relacionar com outras pessoas é e sempre vai ser o que traz mais cor para o nosso cotidiano, o que faz a vida ter graça e, mesmo quando encontramos desafios e conflitos, se relacionar vale à pena. É justamente essa troca que nos faz crescer.

Interagir com outras pessoas é uma forma de nos conhecer também e é saudável avaliar a qualidade das nossas relações.

Por isso hoje vamos falar de física!

 

Oi? O que está acontecendo aqui? (você pode estar se perguntando)

É isso mesmo, vamos falar de física, especificamente da Terceira Lei de Newton que diz que para toda força de ação existe uma força de reação.

Porque em tempos em que estamos emocionalmente desgastadas, aflitas, cansadas, traumatizadas, talvez seja bom saber medir nossas palavras e ações.

Vamos falar sobre responsabilidade afetiva!

Como o próprio nome sugere, responsabilidade afetiva é quando você se responsabiliza pelos sentimentos e pelas expectativas que cria nos outros, independente da natureza da relação que pode ser amorosa, de amizade, de trabalho ou até com os contatinhos, por que não?

Isso tem menos a ver com reciprocidade, quando um sentimento é correspondido, e mais com empatia.

 

Unsplash/JW

 

Em resumo, para exercer a responsabilidade afetiva basta a gente tratar as pessoas da forma que gostaríamos de ser tratadas, o que requer, basicamente, que a gente seja sincera.

Ninguém gosta de ser enganado.

Ninguém quer ser deixado no vácuo.

Ninguém gosta de criar expectativas e vê-las se despedaçarem da pior forma.

Precisamos deixar claro que ser responsável afetivamente não significa manter pessoas na sua vida que te fazem mal, ser passiva em relação ao comportamento do outro, omitir ou anular os próprios sentimentos.

Muitas vezes, com as pessoas mais próximas, que temos intimidade, podemos querer que elas saibam ler a nossa mente. Mas não é assim.

Nós, humanos, somos seres complexos, mutáveis, e não é ruim quando expressamos de forma clara nossas intenções, desejos e vontades. Quantas situações chatas poderíamos evitar se não houvesse problemas de comunicação? Aposto que muitos.

Em um mundo de telas, de filtros, de aparências e de narrativas que nem sempre condizem com a realidade, às vezes esquecemos que estamos interagindo com outras pessoas e que elas também têm dias bons e ruins. Todas temos.

E da internet para a vida real, frequentemente nos comunicamos sem considerar o impacto daquilo que estamos dizendo. Da reação que a nossa ação vão vai causar...

 

Unsplash/Nick Fewings

 

Mas a maioria dos problemas de responsabilidade afetiva está mesmo na criação de falsas expectativas, que podem acontecer porque a gente se expressou mal, porque intencionalmente “prometemos” algo que não poderíamos ou não queríamos cumprir (e às vezes ficamos com vergonha de voltar atrás) e em alguns casos acontecem independente de qualquer coisa que a gente faça ou fale.

No último caso, não podemos ser responsabilizadas pelas expectativas dos outros, mas de forma geral podemos sim deixar bem claro quem somos e o que queremos.

E por que eu deveria me importar com os sentimentos alheios? Porque é uma forma de se conhecer e viver em paz com você mesma.

É uma questão de equilíbrio também.

Não é egoísmo se expressar com sinceridade, pelo contrário. Mas isso não precisa ser feito de forma rude ou passivo-agressiva.

Ser verdadeira com os outros é uma forma de ser verdadeira com você mesma. De bancar quem você é.

E quanto mais cientes de quem somos e do que sentimos, mais fácil é se relacionar, respeitando os outros e você mesma.

Seja verdadeira em todas as suas relações e, consequentemente, construa relações verdadeiras e mais saudáveis.

 

Unsplash/Amy Shamblen