Mulheres que Fazem Arte: Amazônia

O Ciclo da Borracha foi um episódio muito importante da nossa história e para o desenvolvimento da região Norte. Resgatar a extração do látex, de forma sustentável e com o propósito de gerar renda para comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e de assentados tem sido a missão de Zélia Damasceno e Francisco Samonek. A partir do resgate de uma técnica de tradição indígena, com a evaporação natural do látex sobre o tecido, nasce o material que hoje é transformado em sandálias, folhas decorativas inspiradas na flora amazonense, como vitória-régia, taioba, capeba, algodoeiro, cupuaçu e cacau, e ainda descanso para panelas, embalagens, ecobags e muito em breve biojóias da marca seringÔ (@seringooficial), produtos todos biodegradáveis.

No passado, os sacos encauchados, ou seja, com tecido revestido pelo látex, eram muito utilizados para transportar materiais sem que eles se molhassem. “Há 30 anos não se produz borracha na Amazônia. Mantemos a chama acesa dessa cultura de toda uma identidade com um viés diferente, não pelo agronegócio, mas com a agricultura familiar, do empreendedorismo que gera um produto de valor agregado, tecnologia social e qualidade de vida para os artesãos que se tornam guardiões da floresta, já que dela tiram a matéria-prima que trabalham. É uma extração que mantém as árvores vivas, sem retirar mais que o necessário”, explica Francisco. Ao receber sua certificação de produtores orgânicos, cada família ou unidade comunitária deve zelar por uma área que tem entre 80 e 400 seringueiras. Os artesãos viram agentes ativos no combate ao desmatamento da Amazônia.

Atualmente as peças artesanais são fonte de renda para 75 comunidades no Pará, e de outras no Acre e Amazonas. A Poloprobio - Polo de Proteção da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais - estimula que cada comunidade tenha um mercado próprio e venda os produtos de forma local. Trabalhar com o látex foi uma solução para muitas famílias que dependiam da plantação de açaí cuja colheita dura apenas três meses do ano. A ONG oferece o kit inicial de materiais, ensina a técnica e a fazer os moldes para que o trabalho aconteça.

O impacto ocorreu principalmente sobre as mulheres, que antes se dedicavam apenas às atividades domésticas e que com o artesanato conseguiram sua autonomia. “Quando começamos esse trabalho nas comunidades percebemos que as mulheres eram muito submissas. Os maridos que trabalhavam. Nós vemos muita alegria quando as mulheres podem ter uma renda, comprar coisas para elas com seu próprio dinheiro ou mesmo para os filhos, seja uma roupa ou caderno novo. Ao longo dos anos vimos o verdadeiro empoderamento das mulheres, elas foram para a universidade ou têm filhos que estão cursando a faculdade e ficamos muito felizes de ver que nosso trabalho, de contribuir com a estrutura para essas famílias gerarem renda, reflete na educação, na saúde, no dia a dia e no ambiente”, conta Zélia, que afirma que sempre que é montada uma unidade de criação e qualificação, surgem multiplicadores que passam a técnica para outras comunidades ou famílias produzirem.

Todo um cenário está mudando ao resgatar a cultura da borracha. Antes muitas mulheres iam para a cidade, mas lá não encontravam trabalho e acabavam voltando para suas comunidades, às vezes com filhos, e todos dependiam da aposentadoria dos pais. O artesanato derivado do látex permite que as famílias continuem em seus territórios e gerem renda lá.

Zélia e Francisco tiveram o cuidado de criar unidades coletivas para o aprendizado das técnicas e também unidades familiares ao verem que era muito oneroso para algumas mulheres deixarem suas casas e gastarem com combustível do barco para a locomoção até a unidade coletiva de produção. A criação de unidades anexas às casas das famílias permitiu a realização de outras atividades cotidianas e o artesanato como um complemento. Hoje as mulheres ganham cinco vezes mais com a borracha do que os maridos ao utilizarem o material para o artesanato.

 

 

 

 

 

 


Mulheres que Fazem Arte: Cerrado

Embora o Cerrado seja o segundo maior bioma do Brasil, uma savana com 5% da biodiversidade do planeta e 30% do país, e onde nascem as principais bacias hidrográficas da América do Sul, estima-se que hoje metade de sua área de 2 milhões de km² já foi desmatada para o agronegócio.

A importância de preservar o Cerrado tem ganhado cada vez mais destaque nos debates sobre meio ambiente, mas Roze Mendes, criadora da Flor do Cerrado (@flordocerrado), já vem chamando atenção para a causa há mais de 30 anos através de seus cursos e artesanato. Utilizar a flora típica, sem prejudicar o ecossistema é a base de suas criações. Segundo Roze, um trabalho de “formiguinha”, mas que a levou para lugares como Inglaterra, Bélgica, Argentina, Portugal, Moçambique e quase todo o Brasil. “Estive três vezes na África e lá tem uma cultura de artesanato muito próxima à nossa em termos de uso de recursos naturais, com coisas belíssimas. Aqui temos coisas únicas com um valor que deve ser lapidado por nós”, conta Roze, que também levou a Flor do Cerrado para a exposição "Mulheres que fazem a diferença", realizada pela ONU em Genebra.

Quando se mudou para a cidade de Samambaia, no Distrito Federal, Roze já fazia artesanato e viu o potencial que a cidade tinha para que mais pessoas pudessem criar. Ela começou a dar aulas em um espaço da Igreja da Barca. “Sempre gostei de ensinar e aprendi muito ensinando. Vi mulheres que puderam comprar coisas para elas por causa do seu trabalho e ficava muito feliz com esse resultado. Só que eu não queria apenas ensinar, queria que as pessoas tivessem responsabilidade com o Cerrado que eu gosto muito e sempre me atraiu pela vegetação e pelas cores. Muitas pessoas trabalham com o Cerrado, mas nem sempre com um olhar para toda a cadeia envolvida, se tudo é feito de forma ecologicamente correta, como os fornecedores trabalham. Eu aprendi a fundo, pesquisei as espécies, desenvolvi técnicas que retiram o mínimo possível da matéria-prima”, afirma. Depois, em parceria com o SEBRAE, Roze pode ministrar mais cursos e chegar em mais pessoas de diversas comunidades.

Entre seus trabalhos estão acessórios, itens de decoração, bolsas, peças de roupa, buquês de noiva, painéis e quadros confeccionados através de várias técnicas como o bordado, fuxico, pintura, trançados, crochê, reciclagem, tingimento natural e esqueletização. Entre os diversos prêmios recebidos por Roze estão o Prêmio Casa Cor (Brasília/2004), Prêmio Planeta Casa (Revista Casa Claudia/2005), Prêmio Mulher Empreendedora 2006 (SEBRAE/NA) e o reconhecimento de Mestra Artesã pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) em 2019.

Roze lamenta porque diz que hoje o Cerrado “chora” com as queimadas, desmatamento e descarte incorreto de resíduos, mas fica feliz de ter sido responsável pela criação de diversos multiplicadores da sua arte que, para além da beleza, traz consciência sobre a urgência de preservar esse importante bioma.


Mulheres que Fazem Arte: Pampa

De forma geral, o artesanato supera sua mera funcionalidade para criar um objeto que simboliza todo o afeto envolvido no seu fazer.  No caso da lã, mais do que o propósito térmico ou de conforto, especialmente em um clima frio, o ato de fiar e tecer é uma forma de transferir sentimento ao material. “Não tem como não se envolver ao colocar o fio na roca, cada metro de fio que vai sendo tecido ou crochetado passou pelas nossas mãos e estamos colocando o coração nas mãos, essa é a grande razão de todas as artesanias”, conta Heloiza Zuffo, artesã, agricultora, engenheira e membro do Araucária Arte em Lã (@araucaria_arte_em_la).

O grupo de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, conta com cinco artesãs fixas, mas toda a região se envolve no trabalho quando é necessário, chegando a triplicar o número de mulheres que somam sempre que chega um projeto maior, por exemplo uma festa ou feira regional.

O trabalho não só resgata uma arte tradicional, como fortalece a produção regional. “Reforçamos a importância da ovinocultura e de manter essa manualidade que traz recursos e permite a permanência nas propriedades que com isso são mais bem cuidadas e felizes. A mulher estar no campo, com poder econômico, empodera a mulher, a família e o próprio campo. O trabalho de manutenção das mulheres no campo é a tônica do projeto e uma forma do nosso bioma prosperar”, diz Helô.

Na Serra Gaúcha e nos Pampas as famílias de pequenas propriedades sempre fizeram o uso da lã, que envolve muitos processos como cardar, fiar, lavar, feltrar e tecer, e as cores são obtidas a partir de ervas e raízes, aproveitando a flora local, ou de tinturas não tóxicas. A possibilidade de criações é quase infinita, resultando em mantas, echarpes, xales, entre tantos outros itens de uso e decoração que trazem conforto ao corpo e ao ambiente. Esse trabalho artesanal é um retorno a artes esquecidas ou mesmo recentes, caso da feltragem que é realizada pelo grupo desde 2008, e que envolvem a preservação da biodiversidade.

Em tempos em que o uso de materiais sintéticos é tão popular, as fibras naturais são cada vez mais valorizadas. “Atendemos grupos de moda e coletivos de artes em ações sustentáveis já que a lã é biodegradável, não produz poluição e o processo não prejudica as ovelhas”, explica Helô.

Em tempos que a urgência ecológica, climática e social não pode ser deixada de lado, é fundamental reconhecer esse trabalho.


Mulheres que Fazem Arte: Pantanal

Unir em um só projeto educação, consciência ambiental, geração de renda e redução da violência não é tarefa fácil, mas é essa que tem sido a missão do Instituto Família Legal (@institutofamilialegal). Em atuação desde 2007 na cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, a entidade realiza o atendimento social de crianças de 9 anos a adolescentes de 15 anos em situação de vulnerabilidade.

Com apoio de repasses municipais e federais, é possível oferecer uma variedade de cursos e atividades como futsal, handebol, dança, acrobacia e circo, educação ambiental, oficinas de reciclagem, horta ecológica, entre outras ações com o propósito de promover a educação, saúde e cultura. Os alunos contam com uma bolsa para realizar as atividades, o que segundo Margareth Maneta, diretora do instituto, é um incentivo para evitar que as crianças e adolescentes caiam no mundo do crime. “Desenvolvemos um formato de incentivo previsto no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) porque infelizmente vemos muitas crianças e adolescentes inseridos no roubo, no tráfico de drogas e no uso de entorpecentes e quase todos vem de famílias sem renda nenhuma. Eles querem comprar seu tênis, roupas, comer um lanche, ter um celular e como os pais não tem condições de oferecer isso, eles entram no crime para ter essas coisas. Temos que incentivá-los a continuar seus estudos e para participar do projeto eles têm que ter notas boas, então também estamos combatendo a evasão escolar. Trabalhamos valores com eles para que saibam que com o esforço pessoal e estudo vão ter o retorno financeiro para adquirir o que quiserem”, conta Margareth.

Entre os projetos do instituto está o Arte que Transforma, com releituras de obras literárias clássicas de autores como Clarice Lispector e Carlos Drummond de Andrade que servem de inspiração para que os jovens criem quadros.

Outra frente de atuação do instituto é em relação às mães das crianças e adolescentes que fazem artesanato de patchwork com temas inspirados na fauna sul-mato-grossense. Elas criam bolsas, mochilas, estojos, porta-computadores, porta-moedas, entre outros. Um dos projetos já realizados foi o Fibra Viva, que a partir da doação de malotes de papel de diversas instituições, como Correios e Banco do Brasil, promovia a reciclagem do material que antes era incinerado e causava danos ao meio ambiente. “Conseguimos promover a geração de renda para mulheres que não conseguem se inserir no mercado de trabalho por causa da falta de estudo. Os projetos abriram essa possibilidade porque ao vender as bolsas, por exemplo, elas ficam com metade do valor e a outra metade é utilizada para a manutenção do projeto. Elas descobrem um potencial de crescimento e desenvolvimento”, explica Margareth.

Sendo Bonito a capital do ecoturismo há mais de dez anos, a ideia de produzir artesanato com temas da fauna local trouxe uma identidade única ao projeto, além de chamar a atenção para a importância de preservar a grandiosidade e beleza única do pantanal.


Mulheres que Fazem Arte: Mata Atlântica

Localizado a 50 quilômetros da cidade de Eldorado, em São Paulo, o Quilombo Ivaporunduva (@quilomboivaporunduva), às margens do Rio Ribeira de Iguape, é uma das comunidades quilombolas mais antigas que existem, com 125 famílias. Cerca de 80% da sua área é coberta pela Mata Atlântica e sua riqueza de espécies vegetais e animais.

Além da produção de subsistência com arroz, feijão e milho, e de produtos cultivados para a geração de renda, como o manejo sustentável de palmito, foi a banana que serviu como um divisor de águas para as mulheres da comunidade. Além de ser uma cultura tradicional da região e vendida com certificação de produto orgânico, foi a partir de um curso realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) sobre o aproveitamento do caule da bananeira, que as mulheres tornaram-se protagonistas para a geração de renda e criação artística da comunidade. O artesanato da palha de bananeira resulta em bolsas, colares, brincos, cestas, tapetes, jogos americanos, cintos de macramê, entre outros itens.

Cristiane Marinho Rodrigues da Silva, nascida e criada no quilombo, é formada em pedagogia e atua hoje como educadora social, mas na comunidade também trabalha como artesã e agricultora. Para ela, o artesanato com a palha de bananeira mais do que gerar renda, melhorou a autoestima das mulheres. “Antes os homens faziam o artesanato principalmente com o cipó. As mulheres ficavam na roça e não tinham outra renda. Hoje, com quatro tipos de palha extraídas da bananeira, o artesanato é 90% feito por mulheres, o que além de gerar renda é uma técnica que permite a criação artística”, afirma.

A união feminina está diretamente ligada a fundação do quilombo. “Tudo começou com um coletivo de mulheres que entenderam que para preservar a nossa cultura precisávamos lutar e ter reconhecimento como comunidade. Sempre nos reunimos para cobrar políticas públicas. Historicamente, as mulheres foram o carro-chefe de nossas lutas por território, educação e saúde. Conseguimos escola, posto de saúde e junto com a Pastoral da Criança reduzimos o índice de mortalidade infantil. Temos um grande encontro em março, no mês da mulher, para debater assuntos comunitários. Estimulamos nossos jovens a ir para a faculdade e voltar para a comunidade com novos conhecimentos”, conta Cris.

E para o futuro? A preservação da cultura é o desejo da comunidade. “Queremos ver o respeito à nossa cultura e viver bem, com saúde e educação cada vez melhores. O que temos foi fruto de muitos anos de lutas e não podemos deixar que prejudiquem a nossa tradição. Vamos manter, lutar e resistir”, conclui Cris.

 


Mulheres que Fazem Arte: Caatinga

Em Timbaúba dos Batistas, na região do Seridó do sertão nordestino, a 282 km de Natal, as cores e formas da Caatinga servem de inspiração para decorar bordados em peças de algodão.  A técnica é uma herança portuguesa do século XVIII e bordados tradicionais semelhantes também são produzidos nos dias de hoje na Ilha da Madeira em Portugal.

Alcilene Medeiros da Conceição teve duas motivações para começar seu trabalho, a independência financeira e a admiração por essa forma de arte. “Além da necessidade de ter um ganho, já que meus pais eram agricultores e não conseguiam dar tudo que queríamos, meu interesse nasceu quando eu ia para o colégio e, no caminho, por todas as casas que eu passava tinha uma bordadeira na janela. Eu olhava com um pouco de vergonha, para ver como elas estavam fazendo e achava lindo. Então aprendi por conta. Mostrei meu primeiro bordado, um pano de copa, para uma professora que dava curso de bordado e ela comprou. Nunca tive oportunidade de fazer cursos, mas fui me aperfeiçoando sozinha e até criei meus próprios pontos que já ensinei para as meninas do grupo”, conta Alcilene.

 

Hoje 12 mulheres participam do Timbaúba dos Bordados (@timbaubadosbordados), criado em 2017, e vivem exclusivamente com a renda do trabalho artesanal. É muito gratificante ter esse retorno. Antes, todas nós bordávamos individualmente e vendíamos para comerciantes ou atravessadores que levavam nossos bordados sempre com a promessa de que teríamos um grande retorno, mas isso nunca acontecia. Foi quando a estilista Helô Rocha conheceu o nosso trabalho que começamos a ter reconhecimento. Ela levou nossas peças para São Paulo, para a TV e para a São Paulo Fashion Week”, afirma Alci. O grupo de bordadeiras produz todo tipo de vestuário que vai de camisas, shorts, biquínis, saída de banho, vestidos de festa a vestidos de noiva.

O bordado é uma forma de ser livre e, assim como as flores da Caatinga, permite que as mulheres também floresçam. “Quando a mulher se torna independente, quando pode ter o que quiser com o dinheiro dela, com o trabalho dela, a autoestima se eleva”, afirma Alci.

Alcilene organiza agora dois novos cursos, um para aperfeiçoamento de técnicas e outro para iniciantes para que os jovens tenham acesso à pratica do artesanato e para que a tradição não deixe de existir.

 


Mulheres que Fazem Arte

Vivemos um ano todo em um cenário de pandemia. Tivemos mais de dois milhões de vidas perdidas no mundo e mais de 270 mil só no nosso país. Tivemos ainda o grande impacto econômico sendo que 8,5 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho. Com creches fechadas, a dificuldade de manter o emprego sem ter com quem deixar os filhos. E ainda o aumento da violência doméstica.

Precisamos começar a curar o estado frágil que as mulheres brasileiras vivem hoje.

E ao contrário da natureza que tem um poder incrível, mas não infinito, de se regenerar, podemos sempre atuar, fazer, realizar. Com aquilo que está ao nosso alcance. Precisamos estender as mãos para auxiliar quem mais precisa.

Foi assim que criamos o projeto “Mulheres que Fazem Arte”, que mais uma vez demonstra o poder que a moda tem de transformar.

Temos seis biomas em nosso país: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pampas, Mata Atlântica e Pantanal. Seis formas da mãe terra expressar sua riqueza em cores e formas diversas. As artesãs que criam arte com o que é natural, transcendem o material para criar um ciclo poderoso, sustentável e infinito. E a natureza que tudo nos dá torna-se fonte de renda.

E selecionamos seis iniciativas que utilizam a riqueza natural para a liberdade das mulheres. Vamos contar a história de cada uma delas em posts especiais e exclusivos aqui no blog.

São elas seringÔ (@seringooficial/Amazônia), Timbaúba dos Bordados (@timbaubadosbordados/Caatinga), Flor do Cerrado (@flordocerrado/Cerrado), Instituto Família Legal (@institutofamilialegal/Pantanal), Quilombo Ivaporunduva (@quilomboivaporunduva/Mata Atlântica) e Araucária Arte em Lã (@araucaria_arte_em_la/Pampas).

Com o projeto “Mulheres que Fazem Arte”, vamos doar peças de roupas com apoio da Riachuelo para a geração de renda, o que vai impactar diretamente mais de 2.000 pessoas, entre as artesãs, suas famílias e sua comunidade.

Mulheres quando geram renda são as que mais investem na educação de seus filhos, na saúde e no futuro da próxima geração. Quando investimos em mulheres, investimos no futuro de todas e todos nós.

 


Free Free e Vivara se unem pela educação

O Free Free lançou a campanha “Minha História, Minha Força”, em parceria com a Life by Vivara, que além de celebrar o mês das mulheres, tem como objetivo arrecadar fundos para ajudar mais mulheres em vulnerabilidade em nosso país.

Durante o mês de março, a Vivara irá destinar parte do valor arrecadado com a venda de pingentes selecionados da coleção Life para o Instituto Free Free, mais especificamente para a nossa recém-lançada plataforma educacional, que conta com o apoio do Ministério Público.

A plataforma oferecerá videoaulas, palestras, workshops e mentorias sobre saúde emocional, maternidade, empreendedorismo, carreira, finanças, entre outros temas muitos importantes para as mulheres. Com a inauguração da plataforma, disponibilizamos de forma gratuita o Ciclo Free Free que pode ser acessado aqui.

As embaixadoras da campanha são Rosa Saito, modelo, Tauana Sofia, fotógrafa e mãe do Beni, Cris Guterres, jornalista e podcaster, Stella Yeshua, rapper e influencer, Cidinha Ikegiri, ginecologista e comunicadora, e Yasmine McDougall Sterea, CEO do Free Free. “Ter o apoio de marcas como a Life by Vivara é essencial para acelerarmos nosso impacto e chegarmos em ainda mais meninas e mulheres durante esse momento crítico que estamos vivendo. A Life é uma marca que representa em suas peças a história, memórias e momentos da vida de cada mulher. E o Free Free acredita que é na nossa história que está nossa grande força. É essa a mensagem que queremos trazer a vocês: a sua história, é você quem constrói. E nós podemos, e vamos, te ajudar nessa trajetória. Estamos muito felizes com essa parceria – que seja a primeira de muitas”, afirma Yasmine Sterea.

 

A parceria também reforça o pilar de protagonismo feminino da Vivara, empresa que conta atualmente com 87% de mulheres em seu quadro de funcionários. “Temos muito orgulho em ser uma empresa com atuação feminina tão expressiva e que está presente em tantos momentos importantes para as mulheres. Admiramos o trabalho do Free Free de transformar e levar mais esperança para a vida de meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade. Juntas, esperamos inspirar muitas pessoas com essa campanha”, diz Marina Kaufman, diretora de marketing da Vivara.

O lançamento contou com um vídeo com depoimentos de mulheres inspiradoras, contando suas histórias de superação, carreira e vida.

 

Para quem quiser contribuir com o projeto, a linha Life by Vivara está disponível aqui.


Conhecimento é liberdade

Acreditamos que conhecimento é poder e que contribuir para a educação é fundamental para promover a liberdade.

Desde o início do Free Free, sempre oferecemos mentorias e workshops para ajudar mulheres a se conhecerem melhor, dar os primeiros passos rumo à sua independência, ressignificar a imagem que têm de si mesmas e a melhorar sua autoestima.

Também já fizemos um ciclo especial sobre educação sexual focado em adolescentes em situação de vulnerabilidade e o curso “Eu Decido Ser Eu”, da CEO do Free Free Yasmine McDougall Sterea, que é um guia completo sobre como se libertar do mito da mulher perfeita e de tudo que nos prende.

Agora, vamos dar mais um passo para fortalecer o nosso propósito, a nossa missão que é contribuir para ter mais e mais mulheres livres, com o lançamento da nossa plataforma de educação. Aproveitamos o emblemático mês de março, quando temos o Dia Internacional da Mulher que remete a tantas conquistas e tantos objetivos que ainda queremos atingir para disponibilizar a nossa plataforma que irá atuar com três pilares:

- Conscientização e mudança cultural

- Educação e capacitação

- Geração de renda

Fizemos questão de oferecer um formato que pudesse ser o mais inclusivo o possível, compatível com todos os smartphones e computadores, por rede de Wi-Fi ou 3G para atender a todas.

A plataforma é gratuita e já disponibilizamos o Ciclo Free Free com quatros módulos (descrição abaixo). Para acessar o conteúdo, basta criar um cadastro simples na plataforma que pode ser acessada aqui.

E para ampliar a atuação da plataforma em escala nacional, teremos líderes do projeto em diversos estados. São elas: Dra. Valéria Scarance (São Paulo), Dra. Dulce Helena Freitas Franco (Acre), Dra. Suzana Broglia Feitosa de Lacerda (Paraná́), Dra. Amparo (Piauí́), Dra. Carla Araujo (Rio de Janeiro) e Dra. Sara Gama Sampaio (Bahia).  Ao longo do mês, as promotoras de justiça vão participar de bate-papos no nosso Instagram. A programação de março está disponível aqui.

Nos próximos meses, representantes de outros estados estarão com o Free Free para divulgar a plataforma e os conteúdos.

Essa iniciativa tem apoio do Núcleo de Gênero do Ministério Público que de agora em diante terá um canal direto para encaminhamento das vítimas de violência.

Através da educação, do diálogo e do compartilhamento podemos criar um mundo mais livre para todas as meninas e mulheres, dessa e das próximas gerações!

Programação do Ciclo Free Free:

MÓDULO 1 – Autocuidado com Yasmine Sterea

- Empoderamento
- Moda como ferramenta de cura
- Saúde física
- Saúde emocional

MÓDULO 2 – Corpo com Lívia Franzini, Valéria Scarance e Patrícia Santos

- Conhecendo seu corpo
- Maternidade
- Direitos da mulher
- Diversidade

MÓDULO 3 – Carreira com Leonardo Prevot, Yasmine Sterea, Patrícia Santos e Daniela Cachich

- Montando um plano
- Empreendedorismo
- Se preparando para um processo seletivo
- Gestão
- Marketing

MÓDULO 4 – Finanças com Juliana Lourenço, Leonardo Prevot e Yasmine Sterea

- Finanças pessoais
- Finanças para negócios
- Investimento
- Futuro

Sobre os participantes:

Yasmine Sterea – CEO Fundadora do Free Free e FF Change

Patrícia Santos – CEO Fundadora da Empregue Afro

Juliana Lourenço – Contadora especialista em finanças e sócia da Conta + Soluções

Leonardo Prevot – Engenheiro de produção e sócio do Centro de Desenvolvimento Dora M Bentes

Lívia Franzini – Médica ginecologista e mastologista

Valéria Scarance – ​Promotora de Justiça especializada em Gênero e Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público.

Daniela Cachich – VP de Marketing da PepsiCo Brasil